15 janeiro 2020

Por que sentimos tanto medo?



Medo é a palavra do século XXI. Ter medo é um sentimento natural e necessário do ser humano. Sem ele não seriamos capazes de identificar ameaças e nos proteger dos perigos. Ao mesmo tempo o medo é capaz de nos paralisar parcialmente ou por completo em muitos momentos em que precisamos tomar decisões importantes nas nossas vidas.

Por excesso de medo, nós podemos desenvolver o tão temido ataque do pânico. Podemos ter pequenas crises de ansiedade que não nos causam tanto estrago, mas nos impedem de realizar sonhos tão presentes em nossa mente.

O medo de mudar, experimentar coisas novas e comidas diferentes ou até mesmo se aventurar em viagens para locais com culturas completamente opostas à nossa pode ser algo bem desmotivador. É difícil planejar-se financeiramente para uma viagem a Tailândia se você não se sente segura em viajar para cidades próximas ao seu local de residência.


A insegurança também nos paralisa e pode causar muitos estragos em nossa vida se nós não focarmos nos nossos objetivos e não nos dedicarmos a realizar o que nos dá satisfação pessoal e profissional.

Planejar o futuro é muito importante, mas focar no presente e definir pequenas metas diárias para vencer o seu medo e a sua insegurança vão garantir pequenos momentos de felicidade que vão fazer com que você enxergue a sua vida através de um ponto de vista muito mais leve. Além de nos proporcionar um sentimento de satisfação com o simples fato de iniciar e terminar uma tarefa sem que a sua mente ansiosa fique martelando em seu cérebro frases do tipo:

“Você não tem capacidade para isso”

“Você perde muito tempo nas redes sociais, vá trabalhar sua preguiçosa”

“Você nunca fará aquela viagem tão sonhada porque não consegue aprender uma palavra de inglês.”

“Você tem que ser mais produtiva e procrastinar menos.”

“Você é medrosa e o mundo é muito perigoso, portanto não viaje sozinha. Só viaje com um homem por perto.”

Poderia escrever outras tantas frases que rondam o cérebro de um ansioso todos os dias e ainda assim faltariam algumas, porque sempre inventamos formas de nos boicotar e alimentar o nosso medo, estresse, insegurança e angústia.

Como consegui realizar pequenas mudanças na minha forma de viver a ansiedade?

Não foi e não é nada simples bloquear pensamentos ansiosos que alimentam o meu medo diário de realizar tarefas que me dão prazer. Aliás, o que me fez perceber que a minha mente preferia desenvolver pensamentos negativos em vez de cultivar pensamentos positivos foram as meditações de mindfullness e as consultas com uma psicóloga comportamental cognitiva.


Quando comecei a aprender a respirar focando nos movimentos do meu corpo e deixando os meus pensamentos circularem livremente pela minha mente, notei que a ansiedade e os pensamentos negativos automáticos estavam me impedindo de crescer profissionalmente e pessoalmente.

Eu queria emagrecer, mas só de pensar em recomeçar uma dieta para depois de alguns meses voltar a comer tudo de novo, eu me sentia fraca e tinha preguiça de fazer algo que para mim já estava fadado ao fracasso.


Eu queria ler um romance, mas eu não podia me dar ao luxo de deixar de ler livros técnicos que iriam me ajudar a conseguir um emprego melhor no futuro.
Quando morava em um país com temperaturas abaixo dos 10 graus no inverno, sempre pensava:

“Aí, quero dar uma volta na praça na minha folga para ver gente e arejar a mente, mas o pensamento negativo automático me bloqueava com imagens de situações em que sai de casa e morri de frio ou não consegui resistir a comer vários doces na padaria porque o frio da vontade comer mais.

O que acontecia? 

Minha mente martelava pensamentos negativos o dia inteiro e eu não lia nem o romance, nem o livro técnico, nem planejava a viagem. Ligava a netflix e procrastinava vendo filmes sobre vidas “perfeitas” que são tão perfeitas quanto irreais.
Focar no presente e desenvolver a sua força de vontade interior ajuda bastante a combater o medo e a insegurança de pessoas que são ansiosas e não acreditam muito em si.

Entenda que o medo é importante para a sua vida. Pare de lutar contra ele, porque esta luta não tem fim. Aceite os seus medos e trabalhe em cima deles, seja com meditação diária, yoga, exercícios de respiração ou esportes. Encontre uma forma de focar no seu presente e voe alto. Se jogue na vida. 


Corra riscos, viva! 


SE esperarmos a chuva parar para iniciarmos a nossa vida, vamos nos afogar em uma lama de angustias e medo.

Conte-me sobre seus medos nos comentários. Assim podemos compartilhar nossas inseguranças e colocar para fora aquilo que está enterrado nas nossas mentes.
Se gostou, compartilhe este texto com seus amigos que precisam de um empurrãozinho para viver a vida com mais leveza e menos medos.

Texto escrito por Carolina Estrella

03 novembro 2018

Currículos criativos fazem toda diferença!



Um dos grandes problemas do jovem universitário que está prestes a se formar é conseguir juntar todo conhecimento adquirido com os estudos e batalhar por uma vaga no mercado de trabalho. Acredito que desde o primeiro estágio até o primeiro emprego o jovem deve fazer tudo que estiver ao seu alcance para se capacitar, mas nem sempre o conhecimento é o suficiente.

No mercado de comunicação social, audiovisual e marketing a criatividade conta bastante e saber se vender durante uma entrevista é a chave para conseguir a tão sonhada vaga naquela empresa que você deseja trabalhar desde o início de seus estudos. 
Um pouco de ousadia na hora de demonstrar o seu interesse pelo trabalho da empresa também é um fator muito importante. 
Por isso, sempre é bom fazer uma pesquisa e acompanhar as redes sociais da empresa antes da entrevista. 

Pensando nesses pontos e na quantidade de pessoas buscando recolocação no mercado trabalho no linkedln, resolvi compartilhar duas ações de jovens que enviaram currículos muito criativos para a empresa que estou a tirar o estágio curricular para o Mestrado de Audiovisual e Multimédia da Universidade do Minho.



Um é profissional na área de escrita criativa para publicidade e enviou para a empresa uma caixa de bombons que continha as suas características principais descritas em cada sabor de chocolate, sua foto e um link que dá acesso ao seu currículo virtual. O rapaz estava oferecendo os seus serviços de copywriter e foi até o escritório entregar o presente pessoalmente para a dona da empresa. Criativo, ousado, inteligente e corajoso.

Outro currículo muito interessante que fez com que todos da empresa ficassem surpresos com a atitude, foi a da profissional de vídeo que enviou uma cesta de limões com uma garrafa de limonada personalizada com o seu nome, QR code de acesso ao seu portfólio e suas características profissionais na descrição do produto.

Divulgação do currículo feita pela empresa! 



Detalhe para o fato do nome da empresa ser Creative Lemons. A menina fez algo simples, mas bem marcante. Ousada, criativa, inteligente e corajosa.

O mercado está precisando de mais profissionais assim. Talentos que se esforçam para alcançar seus objetivos e encontram soluções criativas para problemas que parecem impossíveis.

Uma ideia que li em diferentes artigos sobre mercado de trabalho no linkedln foi a de que nem sempre o profissional com mais estudo, melhores cursos e mais capacitado é o escolhido para compor o quadro da empresa.
Muitos recrutadores escolhem o profissional que conseguiu se vender bem na entrevista e nem sempre são os mais capacitados, porém podem vir a ser ao longo do trabalho.
Ser criativo e se esforçar por uma vaga de trabalho em uma empresa bacana vale muito a pena e faz com que você se destaque no mercado. Corra atrás de seus sonhos com determinação e Boa Sorte!

Beijinhos,

Carolina Estrella

23 agosto 2018

A diferença cultural entre Brasil e Portugal - Praias


Gostaria de começar este texto deixando claro que amo os dois países e que não estou generalizando o assunto que será abordado logo adiante.

Vamos lá. Desde que o verão começou na Europa e eu passei a frequentar as praias do Norte de Portugal, reparei em um costume ou melhor a falta de um hábito nas mulheres e homens de várias nacionalidades europeias. As praias portuguesas são frequentadas por muitos franceses, ingleses, espanhóis e brasileiros e o que me chamou mais atenção foi a simplicidade destes cidadãos em relação aos trajes, costumes, alimentação e maquiagem.

No Brasil, principalmente nas praias de Búzios que são as que mais frequento, é comum observar um padrão de mulheres siliconadas, com biquínis lindos, maquiagem e cabelos feitos e vários acessórios da moda para criar um look de sucesso. Sim, tem muitas mulheres que usam maquiagem carregada para ir à praia, enquanto existem outras que só passam rímel e brilho labial. Nada contra, pois o acredito que cada um faz o que quer, mas junto com esse comportamento podemos observar algumas questões quando somos inseridos em uma outra realidade.

Aqui em Portugal, mais precisamente no Norte do país, as pessoas costumam levar mesas, marmitas completas com tudo que tem direito, talheres, isopor com bebidas e até mesmo colchão de ar para a praia. Os portugueses lancham, almoçam, tomam café , dormem, brincam e tentam economizar bastante quando se trata de comida. Tanto que não se vê com muita frequência vendedores ambulantes nas praias. Para não dizer que não existe, já vi um garoto vendendo Bola de Berlim (o nosso sonho recheado) e um senhor vendendo caixinhas de morango, amora, framboesa e mirtilos.

No começo, achei este hábito de levar tudo para a praia um tanto esquisito, porque estava acostumada a comprar comida nos quiosques ou então almoçar em bares por perto, mas depois que vi que era super comum levar marmita para o passeio no final de semana passei a fazer isto e gostei.



No Brasil, também existem famílias que fazem isso, mas muitas pessoas criticam e chamam os que levam comida de “farofeiros”. Aqui a maioria dos portugueses fazem isso para economizar e porque tem o costume de se alimentar em casa com comidas mais frescas. Quando venci meu preconceito inicial e levei uma macarronada caprichada, frutas, cerveja e biscoitos para a praia, vi que conhecer novas culturas e aprender com as pessoas é muito enriquecedor e um forte aliado para quebrar barreiras preconceituosas de assuntos polêmicos.

Não há mal em comer na praia, em querer economizar e tornar o passeio em um almoço familiar muito interessante. A união de todos os componentes desta rede de pessoas torna o momento muito mais prazeroso e inesquecível, até mesmo na hora de arrumar tudo para ir embora. Vi uma família guardar uma mesa e todos os equipamentos que levaram para a praia em menos de 5 minutos. Todos os membros ajudaram. Não foi só a mãe, ou a avó. TODOS.



Outra questão muito interessante em relação a praia é o fato dos europeus em geral se vestirem mais à vontade com biquínis e maiôs com um corte simples e elegante. Eles andam a vontade e a grande maioria não tem vergonha de mostrar as gordurinhas na barriga, coxas e braços. Não vejo muitas mulheres maquiadas e tão pouco crianças com a roupa toda combinando. Percebo que há mais liberdade por aqui e que a ditadura da moda, apesar de ser forte, não consegue destruir certos hábitos antigos dos portugueses.

Termino este texto dizendo que vergonha é gastar o dinheiro que não se tem só para mostrar ao outro o quanto você é melhor do que ele só porque tem uma roupa da moda, ou porque come nos restaurantes mais bem avaliados do tripadvisor.

O importante é curtir o verão com liberdade, diversão e alegria.

Beijinhos,



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