05 abril 2017

Precisamos falar de empatia e Daniel Blake




Que a vida não está nada fácil nestes últimos tempos todos sabemos, ou pelo menos deveríamos saber já que o nosso país está em crise sem previsão para sair dela. Uns dizem que vai passar e o que melhor a fazer é esperar, outros simplesmente ignoram e tem aqueles fingem não ver o que está bem na sua frente.

Não sei se é só impressão, mas de uns meses para cá tenho observado um completo desespero por parte das pessoas e despreparo na hora de conversar com o próximo. Vocês já repararam na quantidade de funcionários que te atendem com mau humor e raiva?

Você é educado, tenta transmitir energias positivas, fala com simpatia, sorri, brinca, mas de nada adianta. O funcionário continua te olhando de cara feia. Isso não aconteceu comigo só em lojas ou restaurantes, não, infelizmente acontece muito no setor público e privado.


Eu pago plano de saúde para ter um pouco mais de conforto na hora de lidar com as minhas doenças, porém os médicos estão tão atarefados que não nos escutam e já vão logo receitando remédios que muitas vezes não são necessários. Viramos um número de identificação na carteirinha para eles, para os planos de saúde, para as secretárias, para todo mundo que insiste em fechar os olhos para a realidade.



Estão presos no universo do aqui e agora. E o depois? E quando VOCÊ precisar de um ombro amigo? De uma consulta decente? De um remédio efetivo? O mundo gira meus amigos e não adianta fugir. Mais cedo ou mais tarde VOCÊ também vai precisar de ajuda e talvez se lembre do jeito que tratou as pessoas ao longo de sua jornada.

Cadê a empatia que estava aqui? Sumiu! Está cada vez mais difícil encontrar pessoas que se preocupam com os outros, parece que estão todos focados em seu próprio nariz. É tanta meleca que fica difícil enxergar ao redor.

Assisti ao filme Eu, Daniel Blake   e fiquei muito emocionada com o personagem e com a forma como ele encarou os desafios de sua vida depois de sofrer um ataque cardíaco no trabalho. Um homem de idade, sozinho, sem família que sempre contribui para a previdência e quando mais precisa dela encontra mil burocracias para conseguir receber o seu auxílio.


O filme começa com Daniel respondendo a um questionário para uma “profissional de saúde” que nada entende do assunto. Ele insiste que teve um ataque do coração e está proibido de trabalhar pelos médicos, mas a “profissional” o ignora e suspende sua pensão. Ele tenta outros recursos e encontra muitas burocracias totalmente sem sentindo feitas para fazer a pessoa desistir e ficar sem o dinheiro.  A grande verdade é que o Estado não quer ajudar ninguém e tudo que ele puder fazer para te fazer desistir, ele fará.

O que nós podemos fazer?

Nós podemos continuar lutando, continuar estudando e continuar ajudando os outros, por que a partir do momento que perdemos a humanidade deixamos de ser humanos e viramos “vermes”.

Assistam Eu, Daniel Blake. Reflitam, desencasem e compartilhem amor.


Beijos,

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