23 agosto 2018

A diferença cultural entre Brasil e Portugal - Praias


Gostaria de começar este texto deixando claro que amo os dois países e que não estou generalizando o assunto que será abordado logo adiante.

Vamos lá. Desde que o verão começou na Europa e eu passei a frequentar as praias do Norte de Portugal, reparei em um costume ou melhor a falta de um hábito nas mulheres e homens de várias nacionalidades europeias. As praias portuguesas são frequentadas por muitos franceses, ingleses, espanhóis e brasileiros e o que me chamou mais atenção foi a simplicidade destes cidadãos em relação aos trajes, costumes, alimentação e maquiagem.

No Brasil, principalmente nas praias de Búzios que são as que mais frequento, é comum observar um padrão de mulheres siliconadas, com biquínis lindos, maquiagem e cabelos feitos e vários acessórios da moda para criar um look de sucesso. Sim, tem muitas mulheres que usam maquiagem carregada para ir à praia, enquanto existem outras que só passam rímel e brilho labial. Nada contra, pois o acredito que cada um faz o que quer, mas junto com esse comportamento podemos observar algumas questões quando somos inseridos em uma outra realidade.

Aqui em Portugal, mais precisamente no Norte do país, as pessoas costumam levar mesas, marmitas completas com tudo que tem direito, talheres, isopor com bebidas e até mesmo colchão de ar para a praia. Os portugueses lancham, almoçam, tomam café , dormem, brincam e tentam economizar bastante quando se trata de comida. Tanto que não se vê com muita frequência vendedores ambulantes nas praias. Para não dizer que não existe, já vi um garoto vendendo Bola de Berlim (o nosso sonho recheado) e um senhor vendendo caixinhas de morango, amora, framboesa e mirtilos.

No começo, achei este hábito de levar tudo para a praia um tanto esquisito, porque estava acostumada a comprar comida nos quiosques ou então almoçar em bares por perto, mas depois que vi que era super comum levar marmita para o passeio no final de semana passei a fazer isto e gostei.



No Brasil, também existem famílias que fazem isso, mas muitas pessoas criticam e chamam os que levam comida de “farofeiros”. Aqui a maioria dos portugueses fazem isso para economizar e porque tem o costume de se alimentar em casa com comidas mais frescas. Quando venci meu preconceito inicial e levei uma macarronada caprichada, frutas, cerveja e biscoitos para a praia, vi que conhecer novas culturas e aprender com as pessoas é muito enriquecedor e um forte aliado para quebrar barreiras preconceituosas de assuntos polêmicos.

Não há mal em comer na praia, em querer economizar e tornar o passeio em um almoço familiar muito interessante. A união de todos os componentes desta rede de pessoas torna o momento muito mais prazeroso e inesquecível, até mesmo na hora de arrumar tudo para ir embora. Vi uma família guardar uma mesa e todos os equipamentos que levaram para a praia em menos de 5 minutos. Todos os membros ajudaram. Não foi só a mãe, ou a avó. TODOS.



Outra questão muito interessante em relação a praia é o fato dos europeus em geral se vestirem mais à vontade com biquínis e maiôs com um corte simples e elegante. Eles andam a vontade e a grande maioria não tem vergonha de mostrar as gordurinhas na barriga, coxas e braços. Não vejo muitas mulheres maquiadas e tão pouco crianças com a roupa toda combinando. Percebo que há mais liberdade por aqui e que a ditadura da moda, apesar de ser forte, não consegue destruir certos hábitos antigos dos portugueses.

Termino este texto dizendo que vergonha é gastar o dinheiro que não se tem só para mostrar ao outro o quanto você é melhor do que ele só porque tem uma roupa da moda, ou porque come nos restaurantes mais bem avaliados do tripadvisor.

O importante é curtir o verão com liberdade, diversão e alegria.

Beijinhos,



13 agosto 2018

Folhetos de filmes antigos

Oiiiiiiiiiiiii, galera!!

Como contei outro dia, encontrei preciosidades na Biblioteca Pública de Braga sobre cinema e teatro em algumas cidades de Portugal e resolvi compartilhar com vocês um folheto com folhetos de filmes do ano de 1966.
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Achei a diagramação bem interessante, além da escolha das cores de acordo com cada filme e do designer dos cartazes. Quem curte audiovisual e marketing não pode deixar de observar estes folhetos e compartilhar com os amigos que gostam de filmes antigos e cults.

Se você já viu algum filme da lista deixe um comentário :D








Beijinhos,

Carolina Estrella

28 julho 2018

O valor das coisas no Canadá de 1967


Olá, galera :D

O bom de se trabalhar em uma biblioteca antiga é que você tem a chance de encontrar preciosidades escondidas em prateleiras e caixas nos depósitos.

Como sou muito curiosa, resolvi compartilhar com vocês alguns folhetos de anúncios de filmes antigos, peças de teatro e até mesmo uma cartilha com o valor das coisas no Canadá em 1967.

Ficou curioso, também?  Então aproveite para compartilhar com os seus amigos que apreciam antiguidades e boa pesquisa :D

Hoje eu vou começar pela cartilha de preço. Impressionante como as coisas ficaram mais caras ao longo dos anos, assim como o porder aquisitivo das pessoas e o aumento do salário. Será que ter mais dinheiro e ter a chance de consumir mais é algo positivo?

Ao lado de cada produto encontramos o tempo de trabalho necessário para a feitura de todos os produtos e serviços. Com isso podemos observar e pensar sobre as novas tecnologias e as suas contribuições para o desenvolvimento da sociedade e do ser humano.






Todo material fotografado pertence a Biblioteca Pública de Braga


Beijinhos,

Carolina Estrella
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